ESQUECEU SEUS DADOS?

Essa é a Parte I de um post com duas partes. A segunda fala sobre acabar com maus hábitos no suporte de TI.

Na maioria das organizações, agentes de TI são pressionados a serem super-heróis que podem fazer qualquer problema desaparecer com um estalar de dedos. Por mais que não liguemos para a responsabilidade que é imposta a nós, um pouco de realismo de vez em quando seria muito bom.

Durante meu tempo como agente de suporte de TI, eu cruzei com todos os tipos de usuários. Durante o caminho, aprendi que a melhor maneira de trabalhar com eles é entender o mindset deles e descobrir o que realmente querem. Com o tempo, comecei a identificar tipos de usuários e minhas respostas se tornaram mais rápidas e efetivas.

Dito isso, você com certeza irá se deparar com dificuldades em algum momento. A maneira de lidar efetivamente com elas é classificar (uma das maneiras na verdade, mas essa é divertida). Aqui está o que eu chamo de sete pecados capitais do usuário de TI:

(obviamente eu estou exagerando, mas você vai se familiarizar com essas categorias se tiver dado suporte à usuários de TI por tempo suficiente. Vou passar algumas dicas que tenho certeza que você vai achar útil e espero se divirta lendo :D).

Lembre-se: eles ainda são seus colegas e provavelmente têm boas intenções. Quando se tem um dia difícil, é fácil de explodir com coisas pequenas, mas você deve aguentar firme haha.

Preguiça

“Você pode instalar o Chrome pra mim? Eu não sei como instala”

Esse cara quer tudo dado a ele na mão em um prato dourado. Ou pior, eles realmente não sabem muito sobre tecnologia, ou nada sobre computadores. Se seu time têm um monte de perguntas triviais, eu tenho algo pra você: base de conhecimento.

Procure tickets que foram resolvidos no primeiro contato e cheque se a solução foi feita usando um artigo da base de conhecimento. Se não foi, adicione um artigo à BdC e transforme em algo ridiculamente simples de resolver.

Se eles estão ignorando a base, faça-os ter consciência dos benefícios de usar a BdC. Mostre a eles o valor do self-service. Mostre o quão fácil é achar um artigo, consertar o problema eles mesmos e continuar seu dia sem precisar criar um ticket e esperar pela solução.

Se seus usuários finais não estão procurando a BdC, você pode tentar usar uma ferramenta que sugere artigos relevantes enquanto eles estão criando um ticket. No Freshservice ele fica assim:

Inveja

“Por que o MacBook dela é maior que o meu?”

Para esse usuário, a grama não é mais verde, é maior, mais brilhante, melhor… você sabe onde isso vai dar. A maioria dessas solicitações não têm uma justificação válida e se você vai atendê-las ou não depende da política da sua empresa.

O que você pode fazer é incluir uma lista do que seus usuários necessitam. Faça com que estejam claros os fatores que determinam isso – quem edita vídeos, por exemplo, precisa de uma tela maior e um hardware melhor.

Ganância

“Você pode dar uma olhada no meu computador lá de casa?”

Esse não está restrito aos seus empregados/colegas. Se você trabalha com suporte de TI, todos desde seus parentes, seus vizinhos e o padrasto do primo do seu amigo te vêem como uma solução para o computador com problema que eles têm. Se você começar a ajudar esses usuários em tarefas não documentadas, você vai se afogar nas tarefas que realmente são atribuídas a você.

Gula

“Me dê todos os apps que eu posso ter!”

Esse usuário não liga de criar tickets buscando coisas que eles provavelmente nunca vão usar, contanto que o tenham quando precisarem. Quer dizer, você nunca sabe quando vai precisar virar uma image, inverter suas cores e adicionar anotações nela. Então por quê não ter uma inscrição anual do Adobe Creative Cloud, não é?

Novamente, a lista do que eles realmente necessitam é a solução. Se uma ferramenta ou serviço tiver um custo, não importando o quão baixo for, coloque-o na lista. Peça por uma aprovação do gerente e mantenha esses pedidos sobre controle.

Nós resolvemos nosso problema na empresa desse jeito:

Você também pode automatizar o requerimento de serviço, fazendo com que chegue a você somente após ele ser aprovado pelo gerente do departamento ou geral.

Luxúria

“Eu realmente precisava daquele aplicativo, então o instalei”

Esses são os usuários que você mais precisa ter cuidado. Eles têm algum conhecimento sobre tecnologia e vêem a segurança da informação como um empecilho – definitivamente uma combinação ruim. Eles contornam controles de acesso o tempo todo e não se importam em consultar o time de TI antes de instalar aplicativos com segurança questionável. Eles amam atalhos e num belo dia podem transformar todo o departamento de TI em caos.

Com o BYOD (Bring Your Own Device) que vem sendo utilizado em muitas empresas, eles ganharam novos poderes. Usam cartões de crédito da corporação para comprar inscrições em apps, entre outras coisas. Quando isso não é documentado, consertar problemas e brechas de segurança se torna uma dor de cabeça. Sem mencionar que uma brecha nos dados de um cliente pode levar a problemas judiciais.

Seu departamento de network precisa ter um firewall para prevenir acesso não autorizado, e você pode conseguir uma lista dos pagamentos categorizados como “tecnologia” do time de finanças. Mas todas essas são medidas reativas, de curto prazo. Se estiver com problemas com Shadow IT (sistemas e soluções de TI instituídas nas empresas sem aviso ou aprovação) você precisará de uma mudança de mindset em toda a empresa. Os usuários precisam ver o departamento de TI como quem pode ajudá-los rapidamente com aconselhamento especializado e com a procura de aplicativos.

Ira

“NÃO ME MANDE REINICIAR MEU COMPUTADOR!”

Eu sei que nosso trabalho é somente consertar problemas de TI. Se alguém está tendo um dia ruim e decide descontar em qualquer um que passa na frente, não somos pagos o bastante para ser pacientes com eles. Ei, eu também já tive momentos como esse. Mas frequentemente, o usuário só que se sentir entendido.

Sabe como eu comecei essa seção? Eu disse algo que você provavelmente sentiu durante pelo menos uma chamada de suporte,  para resolver um problema. Eu estabeleci um terreno comum mencionando minha própria experiência. Então, quando eu consegui o que eles queriam, estavam mais abertos a isso.

Com esse usuário, resistir à tentação de pular na solução e tentar pegar a raiz do problema que está os incomodando. Deixe-os respirar, e ouça para entender antes de responder. Talvez eles receberam a promessa de uma solução rápida somente para serem transferidos múltiplas vezes. E toda vez que a música de espera finalmente acaba, a pessoa pergunta exatamente as mesmas perguntas e sugere exatamente os mesmos passos a se seguir.

Quando eles terminam de falar, comente sobre para fazê-los saber que você estava ouvindo. Isso demonstra empatia e eles ficam mais receptivos para o que você vai falar.

Isso pode não soar bem até que você veja acontecer, mas essas são as chamadas em que o potencial de conseguir uma pontuação alta no CSat está no máximo.

Orgulho

“Eu sou muito em informática. Sei como isso funciona”

Esse usuário pode cair em duas categorias muito próximas. O realmente bem informado e o “sabe-tudo”.

O primeiro não irá se vangloriar sobre seus “conhecimentos em informática”. Eles vêm a você após terem tentado soluções simples ou complicadas, olharem vários artigos na BdC, e acabarem com as hipóteses óbvias. Uma boa maneira de descobrir qual tipo são é perguntar o que tentaram, para que você possa economizar tempo e passar para soluções mais complicadas.

O “sabe-tudo” é o cara que pensa que gerenciar TI é muito simples, ele se pergunta por quê agentes de suporte existem. Ainda assim, eles procuram você buscando ajuda de vez em quando. O truque é o mesmo – peça o que ele tentou, e escute. Na minha experiência, esse é o momento que eles percebem que há coisas que eles realmente não sabem.

Lembre-se que você está ali para ajudá-los. Isso quer dizer ajudá-los a perceber o porquê de terem pedido ajuda a você, e pode te ajudar a mudá-los por dentro.

Editorial retirado de Loupen (blog.loupen.com.br)

O setor de logística estão alcançando patamares cada vez mais estratégicos dentro do mercado. A demanda por serviços de qualidade cada vez mais alta e a necessidade de se destacar da concorrência torna essencial entender como utilizar ferramentas como o supply chain.

De uma forma geral, uma boa gestão de supply chain evita erros que, por menores que sejam, acabam levando seu cliente para outra loja.

Imagine se alguém chega em seu estabelecimento solicitando determinado produto, você diz que vai buscar e só então você percebe que está esgotado?

Com certeza procurar na concorrência vai ser a saída para esse cliente, sem falar que a sua loja deixará de ser a primeira opção na próxima compra.

No artigo de hoje, você entenderá de fato o que é supply chain e qual a importância de investir nessa gestão, visando garantir clientes e alcançando vantagens competitivas.

Acompanhe!

O que é supply chain?

Supply chain é um termo que significa “cadeia de suprimentos”.

Consiste em nada mais do que um processo complexo que tem início na produção da matéria prima e termina na entrega do produto ao consumidor final.

Ou seja, abrange todos os processos logísticos da cadeia de produção.

Mas que processos estão envolvidos no supply chain, afinal?

Podemos citar as atividades de compra dos insumos ou produtos, transporte, armazenamento, transformação, embalagem, gerenciamento interno, venda e distribuição aos clientes.

Devemos acrescentar a todas essas etapas a infraestrutura física e de processos necessária para dar suporte às operações, além de atividades adicionais como atendimento ao consumidor, controle financeiro e marketing, por exemplo.

Podemos notar que a complexidade do supply chain está na quantidade de processos que envolve, além das interações entre empresas e profissionais como produtores, fornecedores, distribuidores, lojistas e, como veremos, dos profissionais de TI.

Supply chain e logística não são a mesma coisa!

É isso mesmo! Muitas pessoas, inclusive profissionais, tendem a se confundir, considerando que logística e supply chain são a mesma coisa. Mas não são!
É verdade que a relação entre os dois conceitos é muito próxima e tão dependente um do outro que fica difícil colocar um limite entre logística e supply chain, até porque são práticas estratégicas que nasceram juntas, ainda que supply chain só tenha ganhado esse nome mais recentemente.
Simplificando a diferença entre os dois processos, podemos dizer que a logística fica por conta da movimentação de produtos e de toda a documentação necessária a esses processos.
Isso quer dizer que além de realizar o transporte, há toda uma análise estratégica que busca encontrar os meios mais eficientes para cada produto, fazendo, por exemplo, a gestão de risco, controle das cargas e claro, o monitoramento de todo o processo através do uso de tecnologias.
Tudo isso para garantir que os produtos cheguem ao destino em perfeito estado e no prazo estipulado.
Podemos resumir as atividades operacionais da logística nos seguintes tópicos:

  • monitoramento dos processos;
  • gestão de risco;
  • análise estratégica;
  • controle de carga e descarga;
  • alocação de produtos no armazém;
  • separação e expedição;
  • gestão dos níveis de estoque;
  • movimentação;.

Já o supply chain oferece uma visão mais ampla do que o planejamento e suporte de transporte de mercadorias. O supply chain planeja todo o fluxo e ainda trata da relação do negócio com seus clientes.
Podemos dizer então que o supply chain se relaciona diretamente com as instituições envolvidas no processo, dos quais podemos citar:

  • clientes;
  • varejistas;
  • fabricantes;
  • fornecedores;
  • distribuidores;
  • transportadoras ;
  • centros de distribuição.

Podemos concluir, assim, que os dois conceitos não são a mesma coisa, mas que a logística de fato tem uma participação fundamental dentro da gestão de supply chain.

Afinal, o objetivo principal é que produtos cheguem no prazo, nas condições, na quantidade e no local pré-determinado.
Com falhas na logística, toda a gestão de supply chain estará comprometida diretamente. São processos que andam de mãos dadas.

Como a gestão de supply chain é aplicada nas empresas?

Até aqui já vimos que a gestão de supply chain é importante e necessária para garantir a organização de todos os processos que acontecem até a chegada do produto final ao cliente.
Mas como ela se aplica dentro das empresas?
O lojista precisa conhecer muito bem o produto que está vendendo para conseguir vender e ter um bom retorno das vendas.
Para tanto, ter um conhecimento completo em relação ao ciclo de vida da mercadoria é fundamental. Algumas perguntas podem auxiliar nesse processo:

  • quais são os períodos do ano em que o item tem maior procura?
  • onde está o fornecedor e quais são seus prazos?
  • o produto em questão é de pronta-entrega ou sob encomenda?

Fazer esse tipo de controle é um primeiro passo para garantir a disponibilidade do produto.
A gestão de supply chain dentro da empresa será responsável por cuidar dos processos relacionados a compra de mercadorias, armazenagem, ao controle de pedidos de clientes, entrega e devoluções e trocas, se for o caso.
O lojista representa o elo da cadeia de supply chain, e está diretamente envolvido com o consumidor. Assim, o objetivo maior é analisar o processo constantemente, buscando maneiras de aprimorar.
A gestão de supply chain pode variar de acordo com o produto, o molde de negócios e até com o porte da empresa.

Mas podemos dizer que em geral o processo se dá em torno deste padrão:

  1. Planejamento de compras baseado na previsão de oferta e demanda;
  2. Homologação e cotação de fornecedores de produtos e/ou matéria-prima;
  3. Fabricação do produto;
  4. Estocagem do produto;
  5. Venda e entrega;
  6. Devolução e troca do produto (se for o caso);
  7. Monitoramento e recolhimento de avaliações ou feedbacks através dos canais de atendimento, buscando aprimorar o processo.

Esse processo, quando realizado com comprometimento e organização, garante benefícios muito expressivos para todas as partes envolvidas. Isso é o que veremos a seguir.

Benefícios da gestão de supply chain

Uma boa gestão de supply chain dá trabalho sim.
Mas através do uso de ferramentas de gestão integrada e do compartilhamento de informações relevantes, os resultados satisfatórios serão alcançados.
Vejamos alguns dos benefícios mais valiosos que a excelência em gestão de supply chain traz:

Redução de estoque

Manter muita coisa no estoque é uma das premissas para ter mais custos relacionados a mão de obra, compra de equipamentos e máquinas, além da manutenção da estrutura do prédio.

Ou seja, é uma cilada.
Através de um gerenciamento preciso da cadeia de suprimentos, o fornecedor poderá gerenciar melhor a quantidade de itens armazenados, trabalhando para que nunca falte nada e o abastecimento seja feito conforme a necessidade.

Essa prática é possibilitada com o compartilhamento de informações e controle periódico do consumo de itens.

Da mesma forma, a gestão correta auxilia empresas que têm como estratégia a grande quantidade de alguns produtos armazenados por conta de estratégias específicas, como materiais importados que podem ter muita oscilação de preço, por exemplo.

Menos fornecedores

Diminuir o número de fornecedores é sim uma atitude importante.
O motivo? Quanto mais participantes fizerem parte da cadeia de abastecimento, serão necessários recursos ainda maiores para conseguir gerenciar tudo.

As chances de perder o controle são maiores, por isso limitar a quantidade facilita e confere mais precisão ao processo, acompanhando tudo de perto e tornando possível a avaliação do desempenho de cada colaborador.

Qualidade dos produtos e serviços

A qualidade é um fator decisivo de compra. Os clientes ficam cada vez mais críticos e exigentes com as marcas.
Portanto, acompanhar de perto a garantia da qualidade dos produtos e serviços que são oferecidos é obrigatório. Isso é claro está além das atribuições de uma empresa unicamente, é preciso lembrar que também envolve a participação e comprometimento de fornecedores e transportadores.
Ao estabelecer requisitos de qualidade para atribuir parceria a uma empresa, a gestão de supply chain consegue tornar ainda mais ampla a tarefa de garantir a qualidade.

Rápida resolução de problemas

Ter flexibilidade e agilidade para fornecer soluções rápidas e precisas é um dos benefícios mais importantes da gestão de supply chain.
O setor de transporte, por exemplo, é reconhecido com uma área de alto risco para as empresas que trabalham com ele.
Por meio de um gerenciamento integrado é possível mapear os processos e os riscos, facilitando a tomada de decisão que busque resolver cada um deles com auxílio de uma equipe devidamente qualificada.

Redução de custos operacionais

A gestão de supply chain facilita o planejamento estratégico de todos os envolvidos e promove a redução de custos operacionais.
A otimização dos processos reduz desperdícios e elimina tarefas desnecessárias ou redundantes que de nada aprimoram o resultado final.
Esses processos ao serem excluídos da cadeia de suprimentos também cortam gastos que não eram necessários e impactavam nos caixas.

A importância dos serviços de TI

Como vimos, todos os benefícios acima são fruto de uma visão sistêmica baseada em rigoroso controle.
Mas o grande desafio é: como integrar todos os gestores dentro dessa visão sistêmica única?
É neste ponto que a tecnologia da informação é tão importante, pois ela atua como a principal ferramenta que permite a integração de todo o sistema em um mesmo objetivo.
Isso significa reunir relatórios e um mesmo local, permitindo acesso de dados para gestores de logística, marketing, vendas, entre outros.
Será de responsabilidade da TI, dessa forma, cuidar muito mais do que do fornecimento eficiente de software, hardware e suporte técnico à empresa.

O setor de TI é responsável pela integração eficaz entre os diversos atores envolvidos na supply chain.
Para que você entenda melhor, separamos a seguir alguns exemplos práticos de como a TI pode de fato otimizar sua gestão de supply chain. Confira:

Redução de desperdícios

No sentido de diminuir os gastos desnecessários, a TI trabalha com Big Data e analytics.
Isso significa que ela usa os dados gerados pela empresa para avaliar a utilização de recursos e identificar falhas.
As informações contidas no Big Data são a chave para o crescimento da empresa, pois permitem que oportunidades sejam identificadas através de padrões.

Processos automatizados

Funções muito repetitivas, ao serem automatizadas, permitem a realocação de profissionais para setores que realmente exijam suas habilidades, proporcionando uma visão mais estratégica para os processos.

Essa melhoria está diretamente relacionada com o melhor aproveitamento dos colaboradores e sua produtividade dentro do local de trabalho.
Monitoramento em tempo real
Como vimos durante o texto, monitorar é essencial para estar em constante aperfeiçoamento e evitar falhas.
A TI oferece diversas ferramentas que podem cuidar disso, acompanhando os processos em tempo real e oferecendo mais precisão a toda a gestão de supply chain.

Isso significa poder acompanhar as compras dos clientes e também a evolução da produção, transporte e entrega.
Um exemplo que se torna cada vez mais popular na TI do mundo corporativo é o da computação em nuvem, que torna possível disponibilizar dados para toda a equipe, mantendo-os atualizados e favorecendo a produtividade.

Elaboração e implantação de PDTI

PDTI é a sigla para Plano Diretor de Tecnologia da Informação. Ele é o planejamento que organiza detalhadamente todas as operações relacionadas a software, hardware, sistemas de informação e infraestrutura de uma empresa.

Considerando a aplicação no supply chain, o plano é ainda mais importante, pois define as diretrizes que serão levadas em consideração para avaliar os sistemas de cada fornecedor.
É um trabalho de governança de TI que busca analisar e avaliar os serviços que serão adquiridos, fornecendo a melhor escolha de marca para um software ou quais os requisitos de segurança que as empresas parceiras deverão seguir.
Assim, é aconselhável sempre incluir o departamento de TI na elaboração de contratos, tendo a orientação necessária para o cumprimento de atributos tecnológicos importantes.

De fato, a tecnologia da informação é uma grande aliada aos princípios da supply chain, e não é por coincidência que essas duas estratégias juntas têm representado um papel importante nas organizações, considerando todo o seu potencial de reduzir custos e aprimorar ainda mais a experiência do consumidor.

Editorial do website netsupport.com.br

Com o avanço da tecnologia, os ataques hacker têm se tornado cada vez mais comuns e ainda mais poderosos. Uma amostra do alcance dos ciberataques pode ser vista recentemente, com a infecção generalizada do WannaCry, ransomware que se espalhou rapidamente no dia 12 de maio por 179 países. Apesar desse tipo de vírus não ser novo – afinal, eles existem há cerca de 20 anos -, nos últimos tempos eles começaram a se tornar mais comuns na mídia à medida em que órgãos públicos e grandes empresas começaram a ser afetados.

Antes de você aprender como se proteger, é necessário entender o que é um ransomware. Basicamente, o ransomware é um tipo de malware que criminosos instalam nas máquinas sem autorização dos usuários. Dessa forma, o vírus dá aos indivíduos mal-intencionados a possibilidade de bloquear computadores de qualquer lugar do mundo. Ao ser infectada, a máquina passa a receber janelas de pop-up com avisos de que o computador foi sequestrado e que o usuário só retomará seu controle por meio do pagamento de um resgate. Em geral, o ransomware é instalado a partir de anexos em e-mails ou por mensagens em aplicativos, redes sociais e sites. Então, como evitar se tornar uma vítima? Confira as dicas de segurança que separamos para você!

1. Faça backups constantemente

Por vivermos na era digital, é comum armazenar documentos, fotos, vídeos e toda a sorte de lembranças em nossos dispositivos. Para não correr o risco de perder dados tão importantes, é imprescindível fazer backups constantes dos arquivos. Para isso, fazer backup não só na nuvem, mas também em mídias físicas, como pendrive e HD externo é sempre uma boa pedida. Há alguns ransowares capazes de afetar documentos na nuvem, então é útil manter os arquivos atualizados em outros dispositivos.

2. Mantenha os dispositivos atualizados

As solicitações de atualização dos dispositivos não existem à toa. Utilizar softwares originais e atualizados pode evitar que você tenha de pagar um resgate aos crackers. Na verdade, os updates de programas e sistemas operacionais existem não só para oferecer novos recursos aos usuários, como também para corrigir vulnerabilidades. Pode parecer chato ter de instalar as novas versões dos softwares, mas os patches, muitas vezes, servem para evitar e impedir a exploração de brechas pelos cibercriminosos. Pensando nisso, fazer as atualizações automaticamente ou checar se há novas instalações disponíveis é sempre uma boa ideia.

3. Instale um software antivírus com boa reputação

Tanto computadores quanto smartphones e tablets devem contar com sistemas de antivírus. Esses serviços são capazes de bloquear uma série de malwares e ransomwares e de impedir que os usuários abram links, arquivos e sites maliciosos. Para se ter dimensão da quantidade de ameaças espalhadas por aí, entre agosto de 2015 e agosto de 2016, quase 200 milhões de e-mails mal-intencionados circularam pela web. Portanto, utilizar de diversos meios de proteção deve ser considerado por todos que queiram evitar os famosos vírus.

4. Faça navegações seguras na web

É fundamental que todo usuário verifique se os sites em que navega possuem o certificado digital SSL (Secure Socket Layer), pois assim é possível saber se a página é real ou apenas uma máscara criada por criminosos. Os buscadores, como o Google, costumam deixar sites que não contam com o certificado no final de suas listas. Em geral, os sites certificados apresentam um cadeado na barra de status, mostrando que a página é segura.

5. Desconfie de arquivos enviados por e-mail, aplicativos e redes sociais

Uma das dicas para evitar se tornar uma vítima de ransomware é desconfiar de anexos e links enviados por e-mails, aplicativos e redes sociais. Para isso, é essencial sempre verificar quem é o remetente da mensagem e evitar clicar ou abrir arquivos que não estejam sendo esperados.

6. Mantenha a configuração correta de sistemas e equipamentos

Manter a configuração correta de sistemas e equipamentos, como roteadores sem fio e servidores, criando novas senhas e ativando proteção de segurança de rede também é uma solução interessante, pois reduz as chances de infecções de malwares e ransomwares. Utilizar as proteções que a própria máquina oferece, como firewall e IDS também é indicado, afinal esses programas conseguem identificar tentativas de invasão e comportamentos estranhos.

Mas o que fazer caso você seja vítima de ransomware?

Primeiramente você precisa saber que os especialistas em segurança digital não sugerem o pagamento dos resgates exigidos pelos crackers. Em vez disso, a indicação é que os usuários utilizem ferramentas disponibilizadas no mercado por empresas especialistas em segurança que ajudam descriptografar alguns tipos de ransomware. Para isso, antes de tudo é necessário executar uma verificação total do sistema com soluções de segurança atualizadas.

Vale lembrar que também há uma iniciativa internacional que oferece antídotos capazes de recuperar os dados infectados, e que uma das possibilidades é formatar a máquina e efetuar a reinstalação completa de seu sistema operacional.

A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo informa que a partir de janeiro de 2017 os aplicativos gratuitos para emissão da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e do Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e) serão descontinuados.

Com a gradual adesão das empresas aos sistemas de documentos eletrônicos, o Fisco Paulista verificou que a maioria dos contribuintes deixou de utilizar o emissor gratuito e optou por soluções próprias, incorporadas ou personalizadas a seus sistemas internos.  No mercado há muitas opções de emissores, alguns deles com uma versão básica gratuita.

Os emissores gratuitos são oferecidos pela Secretaria da Fazenda aos contribuintes desde 2006, quando teve início o processo de informatização dos documentos fiscais e sua transmissão via internet com o objetivo de massificação do seu uso. Apesar dos investimentos realizados, recente levantamento da Secretaria da Fazenda aponta que o total de NF-e’s geradas por empresas que optaram por emissores próprios somam 92,2%. No caso do CT-e, o número é ainda maior: 96,3% dos documentos são gerados por emissores próprios.

Os contribuintes que tentarem realizar o download dos emissores de NF-e e CT-e receberão a informação sobre a descontinuidade do uso dos aplicativos gratuitos. A partir de 1º de janeiro de 2017 não será mais possível fazer o download dos emissores.

A Secretaria da Fazenda recomenda que os usuários que já tenham o aplicativo instalado, façam a migração para soluções próprias antes que a introdução de novas regras de validação da NF-e e do CT-e impeçam o seu correto funcionamento.

Fonte: Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo

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