ESQUECEU SEUS DADOS?

Falar sobre política, publicar fotos sensuais ou fazer comentários inocentes como “ainda bem que é sexta-feira” podem prejudicar suas relações no trabalho

Publicar fotos de biquíni, expor opiniões polêmicas ou até mesmo criticar um time de futebol são atitudes comuns nas redes sociais. No entanto, quando se mantém colegas de trabalho, principalmente os chefes, em seu Facebook, Twitter ou outras ferramentas parecidas, estes tipos de publicação podem comprometer a credibilidade do profissional e até mesmo por o seu emprego em risco.

De acordo com a professora da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP), Denise Delboni, o ato de se conectar com pessoas do ambiente de trabalho em redes sociais é mais comum entre os jovens. “Para a geração mais nova, é uma forma de se socializar rapidamente”, diz ela. Porém, Denise lembra que essa atitude pode apresentar mais desvantagens do que vantagens.

Foi o que percebeu a arquiteta Marina Fernandez, de 24 anos, quando sua última chefe a convidou para fazer parte de sua rede de contatos no Facebook. “Eu fiquei pensando ‘Ai meu Deus, será que eu aceito?’. Ela já não era uma pessoa muito agradável no ambiente de trabalho, então porque eu adicionaria na minha rede social?“, comenta ela. Marina cedeu e acabou aceitando o pedido de amizade da dona do escritório.

“Uma vez eu peguei uma infecção alimentar e tive de ficar vários dias fora do escritório. As outras funcionárias falaram que ela ficava de olho se eu postava alguma coisa no Facebook, para saber se eu realmente estava doente”, conta Marina, que em outra ocasião, saiu para jantar com colegas do escritório sem a chefe e também teve problemas. “Alguém postou uma foto ou fez um check-in [divulgou a localização] e ela viu. No dia seguinte, ela reclamou e falou ‘ai, saíram e não me convidaram?’”.

Para Douglas Gonçalves, parceiro de mídias sociais da Havik, o profissional que recebe um pedido de amizade do chefe nas redes sociais não tem muita escolha, senão a de aceitá-lo. “Você sente uma obrigação social em adicionar. Em algum momento ele vai perceber que você não aceitou e isso acaba criando uma situação desconfortável”, comenta.

Com a ajuda de especialistas, o iG criou uma lista com 13 atitudes que o profissional deve evitar tomar em suas redes sociais para preservar sua vida pessoal e o seu relacionamento com os colegas de trabalho. Confira abaixo como manter uma postural profissional em um ambiente virtual tão descontraído:

– Nunca falar mal da empresa ou de colegas de trabalho

Este é o maior erro a ser evitado quando colegas de trabalho fazem parte de sua rede social. “Você perde a liberdade de falar o que pensa de uma forma muito sincera a respeito da empresa ou mesmo de colegas de trabalho. Quanto mais pessoas relacionadas ao seu trabalho estão conectadas a você, mais cuidado é preciso ter”, conta Sílvio Celestino, sócio da consultoria em treinamento de executivos Alliance Coaching. Muitas companhias encaram o profissional como um representante da marca, mesmo fora do ambiente de trabalho. Ao criticar a empresa publicamente, o funcionário põe em dúvida o profissionalismo e a fidelidade à empresa.

Fotos sensuais devem ser compartilhadas apenas com as pessoas mais próximas, para preservar a imagem do profissional

– Não postar fotos sensuais

“Tanto faz se você tem um superior adicionado, alguém do mesmo nível hierárquico ou um liderado. Uma foto de biquíni na praia não pega bem”, comenta Douglas Gonçalves. As fotos íntimas devem ser compartilhadas apenas com as pessoas mais próximas, para preservar a imagem do profissional, principalmente se ele trabalha em um setor formal. Esta regra se aplica também para os homens que postam foto sem camisa no espelho da academia.

– Não postar assuntos sigilosos da empresa

Comentar informações estratégicas põe em risco o emprego do profissional e também algum projeto no qual a companhia esteja trabalhando. Postagens como “Estou trabalhando em um novo projeto da empresa que vai ser lançado na segunda-feira” podem não parecer reveladores para seus familiares ou amigos que trabalhem em outras áreas. No entanto, alguém de uma empresa concorrente pode repassar esta informação e a situação pode se complicar. Em alguns casos, o profissional assina um termo de sigilo ao entrar na companhia, justamente para que ele não vaze assuntos confidenciais para concorrentes.

– Não usar muito as redes sociais durante o expediente

A estudante Josyelle Moura, de 20 anos, trabalhava em uma empresa em que o uso do Facebook era permitido e todos os colegas faziam parte de sua rede de contatos. “Do dia para a noite, bloquearam. Só que hoje todo mundo tem acesso pelo próprio celular”, conta ela. “Uma vez nós fomos almoçar e postamos fotos. Então, os chefes foram reclamar que nós estávamos postando foto durante o expediente”, diz Josyelle. A partir de então, os funcionários eram obrigados a deixar o celular fora da sala para que ninguém tivesse acesso ao Facebook. Além disso, uma pessoa ficou responsável por monitorar os perfis dos colaboradores em redes sociais para saber se eles faziam postagens no tempo em que estavam lá.

Caso o trabalho não esteja diretamente relacionado às redes sociais, o ideal é que nada seja postado durante o expediente. Isso pode passar a impressão de que o funcionário está se divertindo em vez de trabalhar.

– Não postar “Ainda bem que hoje é sexta-feira”

Por mais cansativa e estressante que a semana tenha sido, comentários do tipo “Ainda bem que é sexta-feira” ou “Chega meia noite, mas não chega 18 horas” podem ser interpretados como uma reclamação em relação ao volume de trabalho ou ambiente do escritório. Se realmente este for o problema, é um assunto que deve ser tratado primeiro com o superior, para manter um diálogo transparente e não transmitir um sentimento de insubordinação ou até mesmo preguiça. “É um comentário extremamente inocente e você vê até na televisão os apresentadores de telejornal falando isso, mas pode ser mal interpretado por seu chefe”, comenta Silvio Celestino.

– Nunca publicar fotos em que pareça embriagado

“Se a pessoa quer ser reconhecida como alguém que tem maturidade, é inapropriado mostrar uma foto bêbado, em uma festa ou uma reunião em que está todo mundo bêbado. Tudo isso pode afetar sua credibilidade”, adverte Sílvio Celestino. O apropriado é que fotos que possam comprometer a imagem profissional sejam compartilhadas apenas com os amigos mais próximos. Ainda assim, corre-se o risco de alguém repassar. Se possível, não se deixe fotografar alcoolizado.

– Limitar fotos com colegas de trabalho

Não publique fotos de eventos para os quais apenas alguns colegas de trabalho foram convidados. “Tem problema de tribo e disputa de poder. Eu já ouvi comentários do tipo ‘Olha, a pessoa frequenta a casa daquele diretor. Que coisa absurda’. E isso foi dito por adultos, não eram crianças”, comenta a professora Denise Delboni, da FGV.

– Não convidar seu chefe sem ter intimidade

Ao adicionar o seu chefe na rede social, tenha certeza de que vocês têm uma relação próxima o suficiente para compartilharem informações de fora do ambiente profissional. Caso contrário, pode-se forçar uma intimidade que não existe. “Têm que ter percepção. Se ninguém na rede tem chefia em grupo de amigos, não é por acaso. Você tem que avaliar o tipo de empresa em que você está”, diz Denise Delboni.

– Evitar falar de assuntos polêmicos

Quanto mais pessoas são adicionadas às redes sociais, com mais cultura e educação diferentes você tem de lidar. Com colegas de trabalho a situação é mais agravante, pois normalmente não se possui muitas informações sobre as posições que eles tomam em relação a assuntos que não envolvam o lado profissional. Para não desrespeitar a cultura e crença de ninguém, o melhor é não opinar sobre assuntos polêmicos, como religião ou política. “É melhor manter grupos fechados, nos quais você inclua familiares e amigos mais próximos e nesses grupos você faz os comentários com mais liberdade”, aconselha Silvio Celestino.

– Não paquerar colegas de trabalho

Não estar no escritório não significa que você tem mais liberdade para paquerar algum colega de trabalho. A relação deve ser tratada da mesma maneira. No dia seguinte, você vai encontrá-lo de novo e sua atitude pode criar uma situação desconfortável para ambos.

– Não cometer erros de português

O ambiente virtual permite que a linguagem seja mais descontraída, mas isso não significa que é aceitável esquecer as regras gramaticais ou usar palavrões. “Tudo fica visível nas redes sociais. Desde a educação até a falta dela”, brinca Denise Delboni.

– Não falar mal de empregos e chefes anteriores

Segundo Douglas Gonçalves, esta atitude pode prejudicar o profissional futuramente. “Você não sabe o dia de amanhã. Muitas contratações são feitas a partir de indicação, então você pode estar fechando portas”, conta.

– Mantenha sua identidade

Para finalizar, o uso moderado das redes sociais não pode significar a perda total da sua identidade nas ferramentas. Usar sabiamente o Facebook, Twitter ou outras redes pode até beneficiar as relações profissionais. “Emitir uma opinião madura e bem embasada a respeito de um assunto que diz respeito à empresa, ou alguma notícia que por ventura tenha impacto para você ou para sua, vai ser bem interpretado”, comenta Silvio Celestino.

Fonte: Por Murilo Aguiar – iG São Paulo

Com o desenvolvimento tecnológico e a necessidade da empresa buscar o crescimento constantemente, onde o foco é a busca incessante pela informação, a organização passou a ter a internet ou as redes de computadores como seu maior aliado para a sobrevivência neste mercado competitivo. Com o auge da competitividade, a informação passou a ter um valor maior representando assim benéficos para a organização.

A informação é um bem que tem alto valor para a empresa, mas este bem só poderá ser utilizado se for devidamente protegido. A informação protegida proporciona a organização tomar decisões precisas para os seus negócios.

Atualmente, com a grande concorrência existente no mercado, mais do que nunca o mercado totalmente globalizado é necessário ter uma informação sempre mantida em sigilo nos meios empresariais.

Cada empresa mantém sua informação como um meio de ganhar ou somar pontos perante a uma concorrência que o mercado às impõe. Esta informação, que é um conhecimento que a organização adquire através de um processamento de um conjunto de dados, também é a principal ferramenta adquirida que dispões de um grande valor de mercado.

No passado, antes do advento tecnológico, as informações ficavam guardadas de várias formas: impressas ou escritas em papel, em mente com o próprio proprietário ou com pessoas de confiança e na maioria das vezes guardadas como um amontoado de papéis arquivados em grandes armários. Hoje esta informação, necessita ser armazenada e tratada de maneiras diferentes.

No entanto, podemos dizer que a maneira mais adequada para uma empresa em termos de armazenamento é o uso do meio digital. Exemplo disso são as várias mídias eletrônicas que armazenam e controlam tais informações como: Disquetes, fitas, discos, CDs, DVDs, Cartão de Memória, Pen Drive e outros. Na verdade, a tecnologia deste tipo de dispositivo evolui a cada dia, possibilitando a gravação de uma alta carga de informações em menores estruturas. Fato este é o grande volume de informações trabalhadas no dia a dia, ao valor que ela tem para mercado e as constantes mudanças que sofrem.

Com toda essa importância, a vasta quantidade de informação fez com que as empresas tornassem mais dependentes do processo tecnológico, buscando na informática a dependência de diversos serviços. Essa corrida para cumprir as necessidades fez com que as preocupações e os devidos cuidados com uma estrutura de segurança não fossem seguidos, visto que a vulnerabilidade, o desconhecimento ou a má prática de normas de segurança ainda estão presentes nos dias de hoje.

Portanto, para manter essa proteção é necessário que medidas de segurança sejam tomadas. Os procedimentos, regras ou normas realmente precisam ser utilizados por todos que atuam na organização, independente de que cargo exerce na empresa. Com isso o resultado final será o ganho da organização em manter suas atividades e negócios bem sucedidos. Pois, não podemos considerar a informação como um produto final, mas sim, o ponto de partida que leva a um processo de tomada de decisão.

 

CARUSO, Carlos A. A.; STEFFEN, Flávio Deny. Segurança em informática e de Informações. São Paulo: SENAC/SP, 2006.

Sistema permite identificar perigos decorrentes de resíduos de carvão

2013-02-07

 

Fibra óptica permite monitorizar resíduos perigosos

Uma nova tecnologia em fibra óptica, que quando combinada com modelos geológicos apropriados, permite monitorizar continuamente os resíduos perigosos de carvão depositados nas antigas minas e prever eventuais processos de combustão espontânea. O sistema piloto vai ser implementado no segundo semestre de 2013, mas o INESC TEC (Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores-Tecnologia e Ciência) e parceiros já começaram a desenvolver a tecnologia, que será testada em São Pedro da Cova (Gondomar).

Só no Norte de Portugal há mais de 20 escombreiras resultantes da exploração de carvão, a céu aberto. Parte destas escombreiras localiza-se perto de centros urbanos, o que constitui um grave perigo ambiental, uma vez que os resíduos de carvão, sobretudo quando entram em combustão, emitem gases tóxicos responsáveis por poluição atmosférica, chuvas ácidas, destruição de fauna e flora e aparecimento de doenças, particularmente do foro respiratório.

O INESC TEC (coordenação), a Universidade do Porto (Departamento de Geociências Ambiente e Ordenamento do Território da Faculdade de Ciências), a Universidade de Alcalá, a Universidade Pública de Navarra (ambas de Espanha) e a Universidade de Limoges (França) juntam-se no projecto europeu ECOAL-MGT (Ecological Management of Coal Waste Piles in Combustion) para desenvolver e testar, em ambiente real, uma solução integrada que deverá permitir conhecer a evolução da escombreira.

A equipa está a desenvolver uma tecnologia em fibra óptica que recebe dados resultantes da monitorização da emissão de gases e da temperatura da escombreira, que são posteriormente tratados por modelos geológicos. A utilização de tecnologia em fibra óptica garante segurança (pois é feita remotamente), análise da informação em tempo real e leitura multiponto. Pretende-se identificar perigos em tempo útil, de forma a definir acções corretivas e minimizar o impacto ambiental negativo dos resíduos de carvão.

A freguesia de São Pedro da Cova (Gondomar), cujas antigas minas possuem resíduos perigosos de carvão, foi selecionada para testar um protótipo desta nova tecnologia de monitorização, que se espera possa ser validada para aplicação posterior em larga escala.

A necessidade de “cientistas de dados”, ou Big Data Analysts, poderá ser premente no futuro próximo, segundo avança a Universidade Portucalense (UPT). Para além de se apresentar como um dos ‘hypes’ mais fortes na indústria das Tecnologias de Informação e Comunicação, o ‘Big Data’ é, também, com grande probabilidade, um dos segmentos em que a procura de profissionais é mais forte, alerta o Departamento de Inovação, Ciência e Tecnologia (DICT) da instituição.

Este departamento recorda ainda que, só nos EUA, a previsão é de que, em 2018, poderá haver falta de entre 140 a 190 mil pessoas com profundas capacidades analíticas para explorar o potencial aberto pela disponibilidade de quantidades massivas de dados, complexos, heterogéneos e em tempo real.

“Desde os anos 60 que a gestão dos dados tem sido uma realidade e preocupação nas empresas. Um estudo da Oracle, de 2012, estimou que nesse ano fossem gerados 2,5 zettabytes (ZB) de dados, prevendo que em 2020 se atinja os 45 ZB”, alertou Filomena Castro Lopes do DICT.Todo este enquadramento, sublinhou, criará a necessidade de um novo profissional, um verdadeiro ‘cientista de dados’, que terá de deter uma formação completa em informática, estatística e organização e gestão.

Grande procura

“Entendemos que estes profissionais terão uma grande procura, tanto nos sectores do governo, defesa e investigação científica, assim como nos diversos segmentos do sector privado da economia, como a banca, telecomunicações, retalho, indústria farmacêutica”, antevê a responsável do DICT.

Neste contexto, a UPT irá organizar um seminário nesta área emergente, reunindo os intervenientes mais relevantes na área, sejam fabricantes de tecnologia ou organizações portuguesas que estão a implementar soluções concretas de ‘BIG DATA’.

“Por um lado, queremos sensibilizar os alunos e profissionais para a forte probabilidade de ser este um dos segmentos das TI em que a procura de profissionais será mais forte e, por outro, dar a conhecer ao mercado as ferramentas e soluções mais avançadas que os fabricantes e as organizações estão a implementar a um ritmo crescente de forma a explorar o potencial aberto pela disponibilidade de volume, variedade de dados e necessidade de velocidade de acesso aos mesmos”, conclui Filomena Castro Lopes.

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